VIII Colóquio do Atlântico “acrescenta significado” às homenagens a Teófilo Braga, diz Pedro Nascimento Cabral
O Presidente do Município, Pedro Nascimento Cabral, afirmou que o oitavo Colóquio do Atlântico “acrescenta significado” às homenagens que a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem promovido no âmbito do programa comemorativo do centenário da morte de Teófilo Braga.
“Ao associarmo-nos ao oitavo Colóquio do Atlântico, que vem aprofundar o conhecimento sobre a obra completa de Teófilo Braga, analisar e discutir criticamente as teses políticas do açoriano sobre o passado, presente e futuro de Portugal, a Câmara Municipal quis acrescentar testemunho do significado da celebração do centenário da morte do estadista, em Ponta Delgada”.
Pedro Nascimento Cabral falava, esta terça-feira, na sessão solene de abertura do VIII Colóquio do Atlântico que teve lugar no Salão Nobre dos Paços do Concelho, estando subordinada ao tema “Teófilo Braga Hoje. No Centenário da sua Morte”.
Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada destacou que o município de Ponta Delgada está, desde o início do ano, a assinalar a vida e obra de Teófilo Braga, “com o compromisso de divulgar, no concelho e no território Português, quem foi o homem, o intelectual e o Presidente da República”.
Recordou, por isso, que, em janeiro, a autarquia promoveu uma conferência com o Presidente da Comissão Portuguesa da História Militar, Major-General João Jorge Botelho Vieira Borges, e salientou também a exposição “inédita e pioneira” sobre Teófilo Braga que se concretizou no Centro Municipal de Cultura, contando com “a prestimosa parceria do Museu da Presidência da República, com a participação da Biblioteca Pública e Arquivo de Ponta Delgada e com o contributo de boa vontade de vários colecionadores”.
Os pontos altos das celebrações, acrescentou, tiveram lugar a 5 de outubro, dia da Implantação da República, com a “deposição de uma coroa de flores no Panteão Nacional, junto ao túmulo de Teófilo Braga, e com a apresentação, no Museu da Presidência, do livro-catálogo da exposição realizada em Ponta Delgada”.
“Nestes eventos, contamos com a presença de familiares de Teófilo Braga, várias entidades civis e militares, e com a honrosa presença e intervenção de Sua Excelência, o Presidente da República, que aceitou o convite da Câmara Municipal, tendo vindo a dignificar, ao mais alto nível, as comemorações municipais reconhecendo-lhes e conferindo-lhes dimensão e projeção nacional, também, no elogio ao dinamismo e à capacidade de criar deste projeto”, realçou ainda.
Os Colóquios do Atlântico são promovidos pelo Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, pelo Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores, pelo Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Universidade Católica Portuguesa e pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do Século 20.
Na sessão de abertura de ontem, o antigo presidente do Governo dos Açores e da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral, ministrou uma palestra intitulada “Teófilo Braga na Presidência da República”.
Na ocasião, o ex-governante enalteceu o ciclo de celebrações que a autarquia levou a efeito para assinalar os 100 anos do falecimento de Teófilo Braga, dando especial ênfase ao evento que se realizou no Panteão Nacional, “por iniciativa do Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada e com a presença do Presidente da República”.
A cerimónia encerrou com a apresentação do catálogo Teófilo Braga (1843-1924) – No centenário da sua morte, por José Luís Brandão da Luz, que quis também relevar o empenho colocado pela autarquia para cristalizar no tempo o legado e a natureza multifacetada de Teófilo.
“Dou os parabéns à Câmara Municipal de Ponta Delgada por esta iniciativa que é, de facto, um serviço importante e que chama a atenção para um dos grandes valores da cultura nacional, que é de origem açoriana e que nunca esqueceu Ponta Delgada, na sua longa vida”, frisou.
Fizeram ainda parte da sessão de abertura a diretora do Centro de Estudos Humanísticos da Universidade dos Açores, Maria do Céu Fraga, e o Vice-Presidente do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, Manuel Cândido Pimentel.
