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Diabetes em movimento
Este programa comunitário de exercício físico destina-se a pessoas com diabetes tipo 2 e é implementado em Ponta Delgada numa parceria entre a Câmara Municipal de Ponta Delgada e a Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel.
As sessões de exercício físico decorrem às 2ªs, 4ªs e 6ªs, no Pavilhão Multiusos de São Sebastião, das 10:00 às 11:30, e são dinamizadas por profissionais do exercício físico e por enfermeiros, entre os meses de outubro e junho.
A participação é possível, e gratuita, mediante referenciação pelos médicos e enfermeiros dos Centro de saúde de Ponta Delgada, das Unidades de Saúde da Sede, Arrifes e Livramento.
O Diabetes em Movimento é uma das ações integradas no Plano Nacional de Saúde 2030 e é coordenado pela Direção-Geral da Saúde através do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física e do Programa Nacional para a Diabetes.
O exercício físico é reconhecido como um dos pilares fundamentais na gestão da diabetes tipo 2, com benefícios documentados que vão muito além do controlo glicémico.
Controlo da glicemia
A atividade física aumenta a sensibilidade à insulina e favorece a captação de glicose pelos músculos, contribuindo diretamente para a redução dos níveis de açúcar no sangue. Este efeito verifica-se tanto durante o exercício como nas horas seguintes, tornando a prática regular um instrumento eficaz no controlo diário da doença e na
As pessoas com diabetes tipo 2 têm um risco significativamente mais elevado de doenças cardiovasculares. O exercício regular contribui para a redução da pressão arterial, a melhoria do perfil lipídico e o fortalecimento do músculo cardíaco, atenuando este risco de forma considerável.
Controlo do peso
A obesidade e o excesso de peso são fatores fortemente associados à diabetes tipo 2. A prática de exercício físico, combinada com uma alimentação equilibrada, favorece a perda e a manutenção do peso corporal, com impacto direto na resistência à insulina e na progressão da doença.
Bem-estar físico e mental
Para além dos benefícios metabólicos, o exercício melhora a disposição, reduz os níveis de stress e ansiedade e contribui para uma maior qualidade de vida. Estes fatores são particularmente relevantes numa doença crónica que exige adaptações permanentes no estilo de vida.
A prática deve ser adaptada às condições individuais de cada pessoa e iniciada com acompanhamento médico adequado, de forma a garantir a sua segurança e eficácia.