Sérgio Rezendes evoca a importância da família açoriana na “Exposição de Presépios”
O Vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Sérgio Rezendes, marcou presença na inauguração da “Exposição de Presépios” que considerou uma “mostra da maior importância” tendo em conta os diferentes estilos de peças apresentadas.
“Foram apresentadas peças desde o tradicional presépio de lapinha até aos mais vanguardistas, trazendo a Ponta Delgada outras leituras desta bonita narrativa, reinterpretada por outras culturas e gerações. Esta sagrada história da família de Cristo, aplica-se à nossa própria identidade uma vez que, numa fase muito primitiva do povoamento e do desbravamento de terras, tivemos inúmeras famílias a viver em grutas e palhotas", afirma o autarca.
Durante a cerimónia de inauguração, que teve lugar no Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada, Sérgio Rezendes, parabenizou os artistas e proprietários que colaboraram com esta iniciativa, demonstrando não só admiração pelas técnicas e matérias-primas de “tão detalhadas e diversificadas” peças, capazes de “despertar a atenção de qualquer pessoa”, como pelo cuidado na “manutenção de tão refinadas e frágeis ícones”, alguns de louvável antiguidade.
“Resta-me para além do elogio, salientar a ligação desta exposição ao presépio no Paço do Concelho, ambos integrantes de um roteiro ao qual se insta à visita”, acrescentou o autarca.
Para Sérgio Rezendes este é o tipo de projeto é “fundamental” para “manter e preservar as tradições” não só familiares como ao nível das técnicas tradicionais, tornando-se “uma adição valiosa” ao coletivo de exposições do Centro Municipal de Cultura de Ponta Delgada.
“A história do nascimento do menino, hoje aqui representada, é a história de qualquer família pontadelgadense ou micaelense ao longo de quase seiscentos anos, e desde sempre representada em qualquer casa açoriana”, afirma Sérgio Rezendes.
Esta mostra é composta por 24 presépios concebidos por várias turmas da Oficina de Cerâmica d´ Antero e de colecionadores privados. A sinopse retrata esta tradição nos Açores, explicando que “era sempre a partir do dia 8 de Dezembro, o Dia das Montras” que “começava a azáfama da armação do presépio” e “obrigatoriamente, era feita uma ida à Mata da Doca para a apanha de musgo e cascalho grosso e bem vermelho”.
A exposição é de entrada gratuita, podendo ser apreciada na Sala do Forno até 10 de janeiro de 2024.
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