Presidente da Câmara defende que o envelhecimento ativo é do interesse de toda a sociedade
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada defendeu, esta terça-feira à noite, na cerimónia de lançamento do livro “(Re)pensar as pessoas idosas do século XXI”, composto por vários autores, entre os quais a Professora Teresa de Medeiros, que “o envelhecimento ativo é do interesse de toda a sociedade”.
O livro foi apresentado pelo Professor da Universidade de Coimbra Joaquim Ferreira e chega a uma conclusão: “as pessoas idosas são mais felizes nos Açores, pelas razões de vizinhança e de relações familiares.”
Por outras palavras, “as pessoas idosas conseguem envelhecer melhor porque, por norma, têm quem as apoie e os acompanhe no seu dia-a-dia, não sentindo tanto a solidão. Há sempre alguém por perto. Há uma rede social organizada.”
De resto, esta é uma das várias mensagens que Teresa Medeiros, professora catedrática do Departamento de Ciências da Educação e criadora da Academia Sénior da Universidade dos Açores deixa no livro “(Re)pensar as pessoas idosas do século XXI”, que coordenou em parceria com investigadores espanhóis e argentinos.
Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro fez questão de afirmar que “o tempo é uma referência secundária, no que respeita à temática do envelhecimento. Devem ser as pessoas ser as pessoas a prevalecer sobre o tempo e não condicionar o tempo às pessoas”.
“É no envelhecimento ativo que a pessoa se pode impor ao tempo”, acentuou o Presidente da Câmara de Ponta Delgada, sublinhando a importância do livro agora lançado, o quarto da série “Psicologia e Educação”, edição da “Letras Lavadas”.
O livro é composto por vários estudos e tem por base uma amostra de 320 pessoas com mais de 60 anos de idade (200 mulheres e 120 homens) residentes nas ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira e Flores.
Segundo a co-autora, este livro “pretende ser um pequeno contributo para a promoção do envelhecimento individual e para a promoção de políticas públicas de envelhecimento no nosso país”. Teresa Medeiros adiantou que “o livro traduz uma diversidade de situações e procura, de alguma forma, chamar a atenção para a complexidade do processo do envelhecimento, quer individual quer enquanto grupo de pessoas.”
Ponta Delgada, 11 de janeiro de 2017
Assessoria de Imprensa
