Inteligência Artificial não substitui o “vínculo emocional” garantido pelos assistentes sociais, defende Cristina Canto Tavares
Conteúdo atualizado em20 de março de 2024às 13:26
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A Vereadora com o pelouro da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina Canto Tavares, defendeu, esta terça-feira, na Universidade dos Açores (UAc), que a Inteligência Artificial não substitui “o vínculo emocional” que os assistentes sociais estão capazes de criar na relação com os seus beneficiários.
A convicção foi partilhada no “Meeting Debat: Em tempos de Inteligência Artificial: Novas questões sociais! Que aprendizagens para os Assistentes Sociais?”, que foi organizado pelo Núcleo de Estudantes de Serviço Social da UAc, assinalando o Dia Mundial do Serviço Social.
“Hoje, estamos perante um tema dilemático, uma vez que as novas tecnologias são imprescindíveis ao desempenho de qualquer profissão – e isso inclui as da área social -, mas não dispensa o vínculo emocional e a relação humana entre o profissional e o utente”, advogou a autarca.
Sem descurar “o gigantesco potencial” da Inteligência Artificial enquanto ferramenta complementar aos objetivos do Serviço Social, a Vereadora sustentou que os assistentes sociais irão continuar a fazer valer a fulcral importância dos afetos e da empatia.
“As pontes empáticas são promotoras de mudanças individuais, coletivas e comunitárias, e fazem-se de pessoa para pessoa”, vincou Cristina Canto Tavares, dando como exemplo a implementação do projeto Housing First, em Ponta Delgada.
“Fomos o primeiro município nos Açores a colocar o modelo Housing First em curso e prevê precisamente uma relação terapêutica entre um técnico especializado e uma pessoa em grave risco de exclusão social para uma mudança de comportamento”, indicou a autarca.
E essa “mudança”, aprofundou, “não se faz sozinha”, faz-se com um acompanhamento permanente que implica o conhecimento científico e a presença real de técnicos de Serviço Social, psicólogos, animadores socioculturais e médicos.
“Por mais planos, por mais ferramentas digitais e políticas sociais que possamos desenvolver, nós necessitamos de vocês nos locais de trabalho, nas instituições, como garante da transformação social”, realçou, dirigindo as suas palavras às várias dezenas de alunos da licenciatura de Serviço Social que marcaram presença no evento.
“Estou certa do vosso talento e que darão boa conta de uma área muitas vezes difícil e, por vezes, frustrante porque os resultados surgem maioritariamente a médio-longo prazo”, disse, folgando em ver um corpo de futuros profissionais “com um perfil humano” e com “vocação para trabalhar com pessoas”.