Exposição de fotografia “Significar o Concelho” é inaugurada a 7 de setembro
A exposição de fotografia "Significar o Concelho", iniciativa da Câmara de Ponta Delgada, em parceria com a AFAA (Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores), vai ser inaugurada a 7 setembro, às 18h30, no lado Sul da Igreja Matriz de São Sebastião e estará patente ao público entre 8 e 28 deste mês.
A exposição, que surge na sequência de um concurso de fotografia organizado pela AFAA, com o apoio da autarquia e é composta por 30 registos das várias freguesias do concelho.
Na mensagem que José Manuel Bolieiro escreve no catálogo da referida mostra, o Presidente do Município afirma que “a cooperação desenvolvida entre a Câmara Municipal de Ponta Delgada e a Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores tem sido um sucesso, com enorme vantagem para a atividade cultural e artística de Ponta Delgada”.
Na sua opinião, “Significar o Concelho” é “um ato de cultura e um apontamento de criatividade, com um sentido pedagógico e crítico, que se apresenta como um convite à reflexão sobre o concelho e os seus demais significados. Esta iniciativa vem, também, contribuir para o desafio permanente de atribuir novos significados ao concelho ou de dar-lhes uma roupagem diferente”.
“Significar o Concelho”, ainda do autarca, “reflete vivências, saberes e estórias e conjuga passado, presente e futuro. A fotografia cumpre, neste projeto, com a importante missão de registar o agora, ajudar a compreender o mundo e propor diálogos inéditos”.
Neste sentido, José Manuel Bolieiro felicita, em seu nome pessoal e em nome do Município, a Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores por mais esta organização que “enriquece Ponta Delgada, e desafio todos os visitantes a contribuírem para a missão de significar o nosso concelho”.
Por seu lado, Jorge Kol de Carvalho, Presidente da AFAA, refere, no mesmo catálogo, que o objetivo fundamental do concurso foi “projetar, no seu todo, o Concelho de Ponta Delgada, através do registo fotográfico”.
Um registo que começa na cidade e prossegue com “o seu desenvolvimento através de sucessivas coroas circulares, sempre apoiado nos diferentes contactos com o mar, sob o olhar atento da Natureza, através dos quais assistimos ao correr do tempo”.
Adianta que a exposição revela “a ocupação agrícola que caracteriza o interior com as suas diferentes explorações; as diferentes épocas de construção da Cidade, refletidas nos diversos tipos de ocupação e sistema construtivo, da casa de um piso de porta e janela, à torre do Solmar, ou à sua crescente densificação culminada com a Avenida D. João III”.
Ao mesmo tempo, passa pela “estruturação consoante as diferentes épocas e respetivas produções” e pela “sua frágil industrialização iniciada no século XIX, e a sua decadência, e o atual abandono do centro histórico pela procura de falsos rumos de modernidade”.
Segundo Kol de Carvalho, a presente mostra reflete o “renascer” da cidade, “com gente nova no movimento do “Quarteirão”, ou na proliferação do “Alojamento Local”; com o turismo a redescoberta da Natureza; ou a sua relação com o mar, de onde chegavam piratas e mau tempo que impunham as costas voltadas ao sul, ou a progressiva descoberta de novas relações, onde o abraço intempestivo deixa cicatrizes ou em gestos acolhedores encontra uma forte e desejável relação, e que a leitura atenta do olhar do fotógrafo, acolhe e perpétua vivências, saberes, convivências entre o passado e o futuro, que o espaço público acolhe, vivencia, encerra e significa no dia, a dia, por onde tudo passa e se projeta”.
Na sua opinião, “o concelho é isto tudo, que cada fotógrafo estudará e registará, garantindo as suas leituras que sistematizará no conjunto de cinco fotografias. Na seleção a expor, os seis melhores conjuntos, num total de 30 fotografias, vivenciam o Concelho, quando o partilham com todos”.
O concurso de fotografia que deu origem à exposição que vai ser inaugurada a 7 de setembro tornou-se num “momento cultural importante que comemora também a cidade e a sua presença nas freguesias do concelho”. O mesmo, diz Kol de Cavalho, não seria possível sem o apoio da Câmara Municipal de Ponta Delgada.
