Câmara Municipal de Ponta Delgada assina Carta da Compaixão
A Vereadora com o pelouro da Ação Social, Cristina Canto Tavares, assinou, esta terça-feira, no Centro Natália Correia, a Carta da Compaixão, firmando o compromisso da Câmara Municipal de Ponta Delgada para com o desenvolvimento de uma comunidade compassiva.
“Foi com muito gosto que a Câmara Municipal acolheu o desafio lançado pela Associação Seniores de São Miguel para implementar na cidade de Ponta Delgada projetos que incentivem a criação de uma comunidade compassiva”, começou por afirmar a autarca, na cerimónia de assinatura do documento.
A Carta da Compaixão é um documento universal que transcende as fronteiras geográficas, identitárias, religiosas, sexuais, étnicas e políticas, e impele os seus subscritores a promoverem estratégias ou projetos com vista à concretização de comunidades compassivas.
Para Cristina Canto Tavares trata-se de um “conceito inovador” que apela “aos mais íntimos valores humanistas” e convida todo e qualquer um “a assumir o papel altruísta de cuidar do outro”.
Refira-se que a Carta da Compaixão foi também assinada por representantes de unidades e equipas de saúde, estabelecimentos de ensino, Juntas de Freguesia e Instituições Particulares de Solidariedade Social, entre outras entidades com funções sociais e culturais da ilha de São Miguel.
A cerimónia serviu para assinalar o culminar da Campanha pela Compaixão, iniciada a 1 de novembro e promovida pela Associação Seniores de São Miguel, no âmbito do projeto ComVida_São Miguel, Comunidade Compassiva.
No interior do Centro Natália Correia, podia, por isso, encontrar-se a “Floresta da Compaixão”, um conjunto de árvores elaboradas e decoradas manualmente pelas instituições subscritoras da carta, que carregavam corações amarelos com mensagens e definições próprias sobre o conceito de compaixão.
“Atrevo-me a dizer que esta é uma verdadeira “Floresta de Humanistas”, porque é assim que vejo todas as pessoas que aqui estão. É desse caráter e generosidade de que necessitamos, numa comunidade tão complexa como é aquela com que nos confrontamos nos dias de hoje”, deu nota a Vereadora, saudando o facto de a Carta da Compaixão apelar à ação comunitária.
“É bom sentir que as preocupações sociais não são um exclusivo da ação governativa. E a ação comunitária tem esse importante condão: a de repartir por todos o dever - e o prazer - no processo de construção coletiva de uma sociedade melhor,” destacou.
Cristina Canto Tavares aproveitou ainda o momento para lembrar que a autarquia está a desenvolver o Plano Municipal para o Envelhecimento Ativo, tendo a “Segurança, Conforto e Saúde” como um dos principais eixos de intervenção.
A autarca lançou, por isso, o desafio aos terapeutas presentes para que sejam futuramente desenvolvidas ações de formação junto dos funcionários da Câmara Municipal que prestam cuidados e serviços de apoio ao domicílio a idosos do concelho.
“Estamos disponíveis para receber formação de forma a que, também na nossa ação local, possamos atuar de forma ainda mais humanista, compassiva e empática”, declarou.
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