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Calheta Pêro de Teive: Bolieiro insiste em solução que valorize a zona e respeite memória da população

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13 Junho 2018

O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, José Manuel Bolieiro, defende uma solução para a Calheta Pêro de Teive que “respeite as memórias e as reivindicações do povo”,  “valorize em termos urbanísticos a zona e a cidade” e   propicie a “sustentabilidade do investimento”.
Neste sentido, na qualidade de responsável pela entidade licenciadora do projeto de arquitetura para a Calheta Pêro de Teive, o edil recebeu, ao final da tarde de hoje, representantes do movimento “Queremos a Calheta de Volta” e da Junta de Freguesia de São Pedro.
Uma atitude de “diálogo, transparência e informação” que para o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada é fundamental no sentido de concertar as diversas visões e expetativas quanto ao futuro desta zona nobre da cidade.  
“Não partimos nem sequer para uma análise prévia do projeto, sem antes dar a conhecer a informação de que dispomos às pessoas e auscultá-las”, clarificou José Manuel Bolieiro, assegurando que fará chegar as preocupações do Movimento e da Junta ao promotor, o Fundo Discovery Portugal.
A população está, adiantou o autarca, preocupada com a volumetria do hotel e quer que surjam elementos, como um memorial, que prestem homenagem aos pescadores da Calheta, e que haja uma valorização efetiva do espaço (do casario e dos negócios instalados a norte na Rua Eng. José Cordeiro).
O Presidente, que na reunião de hoje fez-se acompanhar pelo Vice-presidente da Câmara Municipal, Humberto Melo, garantiu que “irá acrescentar à apreciação técnica do projeto, as sensibilidades das pessoas, dos moradores e investidores da zona”, lembrando que neste processo já se fizeram muitas conquistas, como a possibilidade de se demolir as galerias.
José Manuel Bolieiro não quer “antecipar nem facilidades, nem dificuldades”, mas  afirma ter esperança de que se possa encontrar uma solução que “minimize os prejuízos” e seja compatível com a sustentabilidade do investimento, valorize a memória da Calheta e a sua dinâmica e dignifique do ponto de vista urbanístico a cidade.
“Estamos perante um espaço que é grande ícone da cidade de Ponta Delgada, como espaço de enriquecimento para a oferta de fruição da população residente e como atração turística”, salientou o edil pontadelgadense.
O projeto de arquitetura para a Calheta Pêro de Teive, recorde-se, prevê a demolição das galerias, a criação de um espaço de fruição pública e a construção de uma unidade hoteleira (possível na sequência da suspensão parcial do Plano Diretor Municipal).
O projeto vai ser submetido a análise técnica, sendo que o Presidente assumiu o compromisso de dar uma resposta célere ao processo de licenciamento de forma a corresponder às expetativas de financiamento do Fundo Discovery Portugal, que estima poder inaugurar o espaço em 2020.