Maria José Lemos Duarte afirma que a “força da cidadania é essencial para construir o futuro” de Ponta Delgada
A Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Maria José Lemos Duarte, afirmou que a “força da cidadania, empenhada e responsável, é essencial para construir diariamente o futuro de Ponta Delgada e assegurar uma resposta às necessidades, às inquietações e aos desejos de quem habita e trabalha em Ponta Delgada”.
Segundo a autarca, que falava na sessão de abertura da conferência online “Olhar o Futuro – Como imagino Ponta Delgada daqui a 50 anos?”, promovida pela autarquia no âmbito das comemorações dos 475 anos da cidade, “a preparação do futuro da nossa cidade não é uma tarefa só de alguns” e o exercício de projetar e de idealizar o futuro da cidade “é uma oportunidade para definir objetivos e estabelecer metas”.
“O futuro de Ponta Delgada é um desafio do presente para todos. Temos de começar já a tratar dele. Urge, pois, assumirmos um compromisso intergeracional e multidisciplinar para que diariamente possamos dar o nosso contributo para a construção de uma cidade ainda mais coesa, resiliente, ainda mais voltada para a qualidade de vida dos seus habitantes”, desafiou Maria José Lemos Duarte.
A Presidente admitiu que, não obstante o "investimento municipal na capacitação humana, social, económica ou cultural dos cidadãos, isto é, na valorização da sua individualidade e autonomia, não nos queremos nem nos podemos dar por satisfeitos”.
“A disponibilidade para preparar o futuro de Ponta Delgada impele-nos a identificar tendências e a assimilar dinâmicas nas áreas social, económica, cultural, ambiental ou tecnológica para que possamos continuar a dar passos seguros na construção de um concelho ainda mais alinhado e ajustado às reais necessidades dos cidadãos”, afirmou.
Maria José Lemos Duarte identificou a coesão, “para que não se permita a criação de zonas urbanas ou rurais invisíveis em Ponta Delgada”; o equilíbrio social, “atenta a realidade individual do centro urbano mas também das freguesias”; a transição digital, “que deve estar ao serviço da população e não o seu contrário”; a transformação progressiva para uma cidade inteligente, “pensada para as pessoas, para o progresso e para a criação de valor”, como desígnios para o desenvolvimento do concelho.
“Não nos queremos apropriar do futuro de Ponta Delgada mas não abdicamos da nossa responsabilidade na promoção e na garantia dos interesses da população. É por isso que, para nós, a cultura de diálogo que procura a convergência em vez do conflito é essencial no cumprimento da nossa missão pública”, declarou.
A Câmara Municipal tem vindo a reforçar os fóruns próprios para a participação dos cidadãos na vida pública, como, por exemplo, o Orçamento Participativo, o Orçamento Participativo Escolar de Ponta Delgada, o Conselho Municipal de Juventude ou o recém aprovado Conselho Local de Desenvolvimento e Coesão Social.
“Este diálogo com a sociedade civil, isto é, fora da esfera das instituições políticas será tanto mais proveitoso quanto mais efetiva for a expressão da cidadania”, reforçou, agradecendo o contributo dos conferencistas que participaram nesta iniciativa da autarquia.
André Tavares Rodrigues, Investigador e Psicólogo; Carolina Backlar, Arquiteta; Conceição Medeiros, Professora e Coordenadora do Projeto Novas Rotas; Joana Borges Coutinho, Empreendedora e Consultora em Sustentabilidade; Maria João Gouveia, Bailarina, Professora e Empreendedora Cultural; e Roberto Medeiros, Empreendedor, foram os oradores convidados. A conferência foi moderada por Paulo Simões, Diretor do jornal “Açoriano Oriental”.
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