Cristina do Canto Tavares homenageia Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva com placa evocativa dos seus 50 anos de história
A vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina do Canto Tavares, homenageou, este sábado, o Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva com a entrega de uma placa evocativa, assinalando os seus 50 anos de história e o seu relevante contributo para a cultura.
Na ocasião, Cristina do Canto Tavares felicitou o grupo pela celebração deste importante marco, afirmando que “não é todos os dias que uma associação celebra meio século de existência. Este é um momento que honra a freguesia da Relva, dignifica o concelho de Ponta Delgada e prestigia a ilha de São Miguel”.
A vereadora considerou que o cinquentenário constitui “uma justa homenagem a todos aqueles que tornaram possível este percurso”, reconhecendo o contributo dos fundadores, dirigentes, músicos, cantadores, bailadores, colaboradores, investigadores, voluntários e famílias que, ao longo de gerações, colocaram o seu empenho ao serviço da cultura e da comunidade.
Na sua intervenção, destacou o papel do Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva na preservação da etnografia micaelense e do património cultural imaterial, bem como o seu percurso de projeção nacional e internacional. Salientou igualmente o Grande Festival de Folclore da Relva – Mostra Folclórica do Atlântico, organizado pela associação em parceria com a Junta de Freguesia da Relva, e reconhecido como um dos mais importantes encontros de folclore da Região Autónoma dos Açores.
“A autenticidade das nossas tradições constitui um dos elementos que mais distingue Ponta Delgada enquanto destino cultural. O folclore, os cantares, os bailados e a etnografia são parte integrante da nossa identidade e um património que devemos continuar a preservar e promover”, afirmou.
Cristina do Canto Tavares reafirmou ainda a aposta do Município na cultura, salientando que, no ano em que Ponta Delgada é Capital Portuguesa da Cultura, está em curso “o maior investimento de sempre nesta área”, no valor de 6,1 milhões de euros.
Sublinhou ainda que o Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva continua a ser um exemplo na preservação e transmissão do legado cultural açoriano às novas gerações, acrescentando que “a tradição é uma herança viva, que se renova sempre que é conhecida, vivida e partilhada”.
A vereadora aproveitou também a ocasião para, em nome da Câmara Municipal de Ponta Delgada, felicitar o grupo e desejar que “os próximos 50 anos sejam vividos com o mesmo entusiasmo, dedicação e espírito de missão que fizeram desta instituição uma referência maior da cultura popular açoriana”.
Também a presidente da Junta de Freguesia da Relva, Elisabete Melo, manifestou o seu orgulho e apreço pelo Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva, enaltecendo o seu inestimável contributo para a preservação da identidade da comunidade.
“Esta é uma instituição que sempre viveu de pessoas. Pessoas que acreditaram que preservar o folclore era preservar a nossa identidade. Este grupo, ao longo de cinco décadas, tem levado o nome da Relva muito além da nossa freguesia, representando os Açores e Portugal em festivais internacionais de referência”, afirmou.
Elisabete Melo fez ainda questão de destacar “o orgulho que cada relvense sente quando vê a sua freguesia representada por este grupo”, sublinhando que foi esta associação que colocou a Relva no mapa internacional do folclore através da realização do Grande Festival de Folclore da Relva – Mostra Folclórica do Atlântico. Acrescentou que o seu prestígio “não se mede apenas pelos quilómetros percorridos, mas sobretudo pelo rigor com que sempre preservou a identidade da cultura micaelense”.
Por sua vez, a presidente do Grupo Folclórico de Cantares e Balhados da Relva, Ione Rebelo, explicou que “celebrar as bodas de ouro de uma associação cultural não é apenas festejar a passagem do tempo; é também comemorar a sobrevivência da nossa identidade coletiva”.
Aproveitando a cerimónia, que reuniu diversos apaixonados por esta tradição, Ione Rebelo deixou “uma palavra de enorme gratidão a quem sempre se orgulhou de vestir o nosso traje”, recordando os fundadores do grupo — Paula Morgado, Valter Carreiro, Aníbal Carreiro e Miguel Correia —, bem como os membros das sucessivas direções, ensaiadores, tocadores, dançarinos e todos aqueles que, infelizmente, já partiram, mas fizeram parte desta grande família.
“Somos guardiões das memórias, dos ritmos e dos saberes que os nossos antepassados nos confiaram, por isso não esqueceremos aqueles que abraçaram, connosco, esta missão”, vincou.