Assistentes sociais são “agentes promotores da inovação social”, diz Cristina Canto Tavares
A Vereadora com o pelouro da Ação Social da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Cristina Canto Tavares, afirmou, esta manhã, que os assistentes sociais são “agentes promotores da inovação social” e, como tal, fundamentais para que se possa intervir eficazmente sobre as problemáticas e transformações que estão a surgir na sociedade.
“O tema desta reunião - “Serviço Social e Mudança Social: a construção de percursos de intervenção na contemporaneidade” – demonstra a excelência dos profissionais dos Assistentes Sociais, que, como agentes promotores da inovação social, buscam constantemente ir além, respondendo aos desafios e às mudanças sociais atuais com novas soluções, algumas por vós já testadas e com provas dadas, e outras que possam vir a conhecer durante este congresso e aplicar nos territórios da Macaronésia”, frisou a autarca.
Cristina Canto Tavares falava na sessão de abertura do IV Congresso dos Assistentes Sociais da Macaronésia que decorreu, hoje, na Aula Magna da Universidade dos Açores (UAc), no campus de Ponta Delgada.
Aproveitando a presença e participação de mais de 250 pessoas no evento, a Vereadora quis dar nota do vasto conjunto de ações que a autarquia está a desenvolver no campo social e, sobretudo, no âmbito da sua Estratégia Local Integrada de Combate à Pobreza e Exclusão Social.
“O Município de Ponta Delgada, tem vindo a concentrar inexoravelmente as suas principais preocupações no combate à pobreza e à exclusão social, nas suas várias vertentes em que se incluem o reforço da resposta na habitação, a diminuição do número de pessoas em situação de sem abrigo, a aposta na educação como forma de fomentar um estilo de vida saudável e criar sistemas de atuação junto de pessoas com problemas de saúde mental”, começou por indicar.
Cristina Canto Tavares salientou, depois, que a autarquia tem vindo a estabelecer parcerias e reforçado os apoios financeiros às Instituições Particulares de Solidariedade (IPSS), “contando com o profissionalismo e o conhecimento dos seus técnicos, em que se incluem os assistentes sociais, no reconhecimento da sua valiosa experiência de trabalho no terreno junto dos mais necessitados”.
A autarca frisou ainda que, além das IPSS, a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem trabalhado de forma próxima com várias outras entidades e Juntas de Freguesia, tendo instalado o Conselho Municipal de Desenvolvimento e Coesão Social e criado, de forma pioneira na Região, o Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) para agir com determinação sobre contextos de vulnerabilidade social e económica.
“Estabelecemos redes de apoio local para identificar prioridades e implementar boas práticas, também definidas pelos diferentes planos de ação social que a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem em vigor, como o Plano Municipal para a Igualdade e a Não Discriminação, o Plano Municipal para o Envelhecimento Ativo e o Plano Municipal de Juventude, que definem respostas às problemáticas locais, como a pobreza, a exclusão social, a habitação, e a violência doméstica”, detalhou.
E uma boa parte dessas iniciativas, sublinhou a Vereadora, contam com “a presença atenta, profissional, mas, igualmente, afetiva dos Assistentes Sociais”.
Cristina Canto Tavares fez, portanto, questão de terminar a sua intervenção com uma mensagem que procurou refletir a consideração e a importância que a autarquia atribui aos profissionais que prestam Serviço Social no concelho, reafirmando o papel crucial que desempenham na redução das assimetrias sociais.
“Pela nossa linha de ação, quero deixar-vos uma mensagem que considero importante ser dita na abertura deste IV Congresso: a de que nós necessitamos de todos vós nos locais de trabalho e nas instituições, como garantes de transformação social. Valorizamos a vossa ação na promoção da justiça social, no apoio a grupos vulneráveis e na criação de condições de bem-estar social”, concluiu.
O congresso decorre até amanhã e reúne representantes e especialistas dos arquipélagos da Macaronésia - Açores, Madeira, Canárias e Cabo Verde. Tem como objetivo promover a cooperação e o intercâmbio de conhecimentos entre estas regiões insulares, abordando questões como desenvolvimento sustentável, saúde, mental e dependências, emprego e formação profissional, habitação, pobreza e exclusão social.
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