As Plantas do Meu Jardim
Conteúdo atualizado em25 de março de 2026às 15:44
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O trabalho da artista caracteriza-se por uma abordagem que cruza diferentes áreas, ultrapassando limites tradicionais entre disciplinas. A pintura surge como o ponto central da sua prática, com expansão para formas tridimensionais.
Nesta exposição, Catarina Branco (Ponta Delgada, 1974) transforma o seu jardim num campo de batalha para a construção de imagens híbridas.
Esta exposição coloca-se num intervalo, num lugar de passagem entre a pintura e a escultura, entre a delicadeza botânica e a matéria densa e áspera.
Este não é o jardim da perfeição ou o refúgio da ordem. Será certamente um gesto humano para equacionar a desordem da natureza ou da imaginação.
As obras desta exposição são expressão de beleza, mas não de segurança, idealizam um lugar sem nome que serve o desejo criativo, como Natália Correia disse do (poeta) artista que está ocupado a inventar o mundo.
Neste lugar propõe-se uma desaprendizagem (Saber ver sem estar a pensar,/Saber ver quando se vê, Alberto Caeiro): a paisagem não é um cenário, é um estado de espírito, é a própria realidade, imaginada.
Se em muitos casos, o jardim é um ato de reconciliação, aqui é um ato de inquietude, inconformado com a disciplina das formas, onde as formas desassombradas de Catarina Branco, porventura, domesticarão a inelutável força da natureza.
José Maçãs de Carvalho
Curadoria de Artes Visuais PDL26 Capital da Cultura
Entrada Livre