Sérgio Rezendes enfatiza a necessidade de promover a História e a Cultura como fatores de união entre cidades como Ponta Delgada e Vila Real
O Vereador da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Sérgio Rezendes, afirmou, este sábado, que “é um orgulho comemorar uma história que marca e une a cidade de Ponta Delgada à de Vila Real”, deixando uma palavra de apreço à Banda de São Mateus, oriunda daquele município.
“Não só vos dou as boas vindas a Ponta Delgada como expresso grande satisfação por ver tantos jovens a tocar na Banda de São Mateus”. Complementou ao afirmar que “como nova geração, vocês são o futuro da filarmonia entre freguesias e cidades, sejam do continente ou das ilhas, pelo que faço votos de boas práticas e aprendizagens nesta vossa visita à Lira Nossa Senhora da Estrela, da Candelária. Que este intercâmbio se mantenha por muitos anos e que os ensinamentos que vos transmitiram, um dia mais tarde, também os transmitam a outros”.
Sérgio Rezendes falava durante a sessão de abertura do primeiro de dois concertos evocativos ao NRP “Augusto de Castilho” e ao vapor “San Miguel” - "868 milhas náuticas: de Vila Real a Ponta Delgada”, que teve lugar no auditório Luís de Camões, em Ponta Delgada.
“A organização deste evento é outro exemplo de como a história, a cultura e a música unem povos que aparentemente pouco ou nada têm em comum. Ao celebrar os 105 anos do combate entre o NRP “Augusto de Castilho” e o “U-139”, pela suposta vítima que deveria ter sido o vapor “San Miguel”, recuperamos um legado da memória entre Ponta Delgada e Vila Real, estreitando ainda mais os laços entre estas duas cidades”, afirmou o autarca.
Sérgio Rezendes acrescentou que já teve “o privilégio de estar na vossa Câmara Municipal, onde fui muito bem recebido. Gostei muito da vossa cidade, da vossa história e acima de tudo da vossa gente. Espero que saiam de Ponta Delgada exatamente com esse sentimento e que vibrem, com a dicotomia do azul profundo do mar açoriano, em relação a uma cidade interior de Portugal”.
Partindo da placa evocativa aos mortos na Grande Guerra, patente na fachada do Paço do Concelho de Vila Real, o autarca explicou que o memorial de Ponta Delgada está associado à Marinha, tornando-se específico no país pelo combate narrado e que, à semelhança dos vila-realenses, Ponta Delgada “homenageia os seus antepassados”, mesmo os comuns, por ser José Botelho de Carvalho Araújo proveniente daquela cidade, num afeto extensivo a toda a guarnição do navio que, com a própria vida, protegeram 198 passageiros e 72 tripulantes civis, a maioria Açorianos que almejavam o porto desta cidade a bordo do “San Miguel”, a 14 de outubro de 1918. Hoje, milhares de pessoas estão vivas – e não o sabem, graças a esse fantástico episódio porque conhecemos a lista dos tripulantes mas não, a dos passageiros.
Estes, serão evocados no segundo concerto, a 15 de outubro, a cargo da Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela, concluindo-se a visualização do documentário de Emanuel Carreiro (1993) e dando-se a conhecer alguns elementos sobre quem era a tripulação do navio da Empresa Insulana de Navegação, o “San Miguel”.
Esta iniciativa resultou de uma parceria entre a autarquia e a Filarmónica Lira Nossa Senhora da Estrela, contando com o apoio do Conservatório Regional de Ponta Delgada e visa retransmitir, às gerações vindouras, o ato de heroísmo deste comandante que cresceu em Vila Real, aproveitando a passagem por Ponta Delgada, da Banda de São Mateus.
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