Pedro Nascimento Cabral apela a reflexão sobre construção de segundo molhe portuário e melhorias no aeroporto de Ponta Delgada
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada apelou, esta sexta-feira, a uma “reflexão séria” sobre a construção de um segundo molhe no Porto de Ponta Delgada e a melhorias no aeroporto João Paulo II, de forma a salvaguardar “a dimensão cultural, económica e social que merece e se exige a São Miguel”, e a potenciar o seu tecido empresarial.
Pedro Nascimento Cabral falava na inauguração da Feira Lar Campo e Mar, que se encontra localizada na área da Alameda e do Pavilhão do Mar, em Ponta Delgada, disponibilizando um total de 180 stands a empresas de vários setores de atividade, até ao próximo dia 18 de maio.
“A situação que nós atravessamos não se compadece com meras intervenções de reestruturação na operacionalização do Porto de Ponta Delgada, tem de se ir mais além. E, por isso, é também de bom tom começar-se a pensar na construção de um segundo molhe na ilha de São Miguel”, advogou o autarca, criticando as mais de “duas décadas de desinvestimento a que os anteriores governos regionais vetaram Ponta Delgada e a ilha de São Miguel”.
"Também não podemos continuar a olhar para o lado e constatar que o aeroporto de Ponta Delgada não corresponde ao desígnio que temos ao nível do progresso turístico e de desenvolvimento económico”, prosseguiu, propondo a ampliação do módulo de check in da infraestrutura aeroportuária.
E numa intervenção onde defendeu a melhoria das acessibilidades rodoviárias na ilha de São Miguel, Pedro Nascimento Cabral fez não só questão de enaltecer a resiliência dos empresários do concelho, como a importância da Feira Lar Campo e Mar, organizada pela Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
“É com muito orgulho e satisfação que Ponta Delgada recebe, uma vez mais, esta importante feira que demonstra o potencial, a capacidade e a ambição que os nossos empresários, nos diversos ramos de atividade que desenvolvem, apresentam a todos aqueles que nos visitam e também aos que aqui residem”, sublinhou.
“Queremos que esta feira continue a ser um marco do progresso social e económico deste município e dos Açores”, reforçou, considerando a sua realização tão mais importante quando “os nossos empresários se deparam com contingências financeiras” resultantes da guerra promovida pela Rússia em território ucraniano, da inflação galopante, dos sobrecustos da energia e da subida das taxas de juro.
Recorde-se que a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem em curso políticas de apoio e fiscais para defender e incentivar o tecido empresarial do concelho.
Entre outras medidas para garantir vantagens competitivas às empresas do concelho e atrair novos investidores, o município manteve a derrama em 1% sobre o rendimento das pessoas coletivas e lançou o Programa de Apoio ao Arrendamento Para Fins Não Habitacionais que permite uma comparticipação a quem tenha rendas comerciais que pode chegar até aos 500 euros mensais e aos 6.000 euros anuais.
