Pedro Nascimento Cabral afirma cultura como pilar estruturante da ação municipal
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Pedro Nascimento Cabral, reafirma que a cultura constitui “um pilar estruturante da ação municipal” e um eixo estratégico para o desenvolvimento integrado, sustentável e inclusivo do concelho.
Quando se aproxima mais uma edição das Noites de Verão, o autarca destaca o percurso consistente que Ponta Delgada tem vindo a construir no domínio cultural, assente no investimento público, na valorização do património, no apoio à criação artística e na democratização do acesso à cultura.
“Em Ponta Delgada, a cultura não é entendida como um domínio acessório ou complementar. É uma prioridade estratégica e transversal da ação municipal, com impacto direto na coesão social, na cidadania, na economia, na educação e na afirmação identitária do nosso concelho”, afirma Pedro Nascimento Cabral.
O autarca sublinha que o município tem vindo a consolidar uma política cultural sustentada numa programação contínua ao longo de todo o ano, envolvendo agentes culturais, associações, estabelecimentos de ensino e a comunidade em geral.
“Temos procurado garantir que a cultura esteja presente no quotidiano das pessoas, promovendo iniciativas diversificadas, acessíveis e descentralizadas, capazes de criar hábitos culturais, formar públicos e estimular o pensamento crítico, a criatividade e a participação”, refere.
Pedro Nascimento Cabral salienta igualmente o apoio consistente que o município tem vindo a assegurar aos artistas, criadores e agentes culturais locais, defendendo que a valorização da criação artística constitui “um investimento essencial na vitalidade cultural e no futuro coletivo do concelho”.
“A cultura constrói-se com as pessoas e para as pessoas. Por isso, temos vindo a apoiar projetos comunitários, residências artísticas, iniciativas educativas e programas de participação cultural que permitam dar espaço à criatividade e revelar novos talentos”, frisa.
O Presidente da Câmara Municipal realça ainda a importância da democratização do acesso à cultura, considerando que os direitos culturais apenas se concretizam plenamente quando existe igualdade de oportunidades na participação cultural.
“Defendemos uma cultura de proximidade, inclusiva e acessível, capaz de chegar a diferentes públicos e territórios, eliminando barreiras económicas, geográficas e sociais. A cultura deve ser um direito vivido por todos e não um privilégio reservado a alguns”, declara.
Independentemente de este ser o ano em que Ponta Delgada assume o título de Capital Portuguesa da Cultura, Pedro Nascimento Cabral realça que a visão do executivo municipal passa por assegurar que o impacto do projeto se prolongue muito para além do seu período de realização.
“Queremos que este processo deixe um legado duradouro ao nível da participação cultural, da valorização do património, da formação de públicos e do fortalecimento do nosso tecido cultural. A Capital Portuguesa da Cultura deve ser entendida como um ponto de partida para continuar a consolidar uma estratégia cultural sustentada e de longo prazo”, indica.
Tal como havia referido por ocasião da 3.ª edição do Fórum Cultura, que decorreu no Teatro Micaelense, os direitos culturais são “absolutamente inalienáveis” em Ponta Delgada, havendo que garantir a sua concretização efetiva na vida das comunidades.
“Os direitos culturais não podem ficar limitados à sua consagração formal. Exigem condições reais de acesso, participação e criação, permitindo que cada cidadão se reconheça enquanto agente cultural ativo e participante”, reitera.
O autarca destaca, por isso, o investimento realizado pelo município na área da cultura, considerando que o mesmo traduz “uma opção política clara” de colocar este setor no centro da estratégia de desenvolvimento do concelho.
“Investir em cultura é investir em coesão social, em cidadania, em liberdade criativa e em desenvolvimento humano. É também afirmar Ponta Delgada como um território dinâmico, aberto ao diálogo, à inovação e à participação”, acrescenta, reforçando a mensagem transmitida no Fórum Cultura.
Recorde-se que a 3.ª edição do Fórum Cultura decorreu em abril último, contemplando uma sessão pública subordinada ao tema “Criação e Fruição: Da garantia constitucional à realidade atual dos Direitos Culturais”, no Teatro Micaelense.
A sessão marcou o segundo momento do Fórum Cultura em Ponta Delgada, contando também com a intervenção da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes.
O primeiro evento realizou-se no Coliseu Micaelense e foi coproduzido com a PDL’26 – Capital Portuguesa da Cultura.
Ambas as iniciativas contemplaram e promoveram painéis de debate com diversos agentes culturais da Região Autónoma dos Açores.
A terceira edição do Fórum Cultura teve como objetivo fundamental a promoção do diálogo com e entre os diversos agentes e instituições do setor cultural, assumindo como tema transversal os direitos culturais.
