Fim do trânsito no centro histórico contribuiu para a decisão do júri passar Ponta Delgada à final da Capital Europeia da Cultura
O Presidente Pedro Nascimento Cabral, afirmou, na reunião ordinária da Câmara Municipal de Ponta Delgada, que o facto da autarquia ter encerrado a circulação automóvel no centro histórico da cidade “teve notório impacto na decisão do júri internacional de passarmos à final da candidatura a Capital Europeia da Cultura”.
No âmbito da intervenção que efetuou perante o júri internacional da candidatura, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Pedro Nascimento Cabral anunciou a medida em causa como sendo uma importante "decisão cultural que permite devolver Ponta Delgada às pessoas, para que estas possam desfrutar de um espaço público de qualidade, onde se insere o comércio local."
O Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada referiu ainda que a "decisão de retirar o trânsito do centro histórico da cidade requalifica Ponta Delgada como uma cidade mais amiga do ambiente", salientando que todas estas decisões vão ao encontro de uma "cidade ambientalmente mais sustentável, de cidadania inclusiva e pronta para uma fase incontornável de transição digital, essencial para o nosso desenvolvimento na próxima década" assumindo assim os princípios orientadores do "New European Bauhaus".
Ainda na mesma intervenção, Pedro Nascimento Cabral acrescentou que Ponta Delgada é a única cidade que confere uma verdadeira dimensão atlântica à cultura europeia.
"Com a nossa candidatura, a Europa estende-se a meio do atlântico norte e é a partir de Ponta Delgada que se estabelece uma imprescindível ponte cultural entre a Europa e a América, colocando a nossa cidade culturalmente no centro do mundo." - acentou.
Segundo adiantou, “temos ainda muito trabalho pela frente, porque a nossa candidatura conjuga as nossas tradições, a contemporaneidade, o urbanismo e o ambiente, mas vamos conseguir alcançar este objetivo de vencermos, no final do ano, este processo, que começamos em 2021”.
“O resultado final deverá ser conhecido em dezembro próximo e o retorno, se vencermos - tenho a convicção de que vamos vencer - é ter Ponta Delgada e os Açores colocados no centro no mundo da cultura. Ao vencer esta candidatura, Ponta Delgada terá mais de 40 milhões de euros para investir em termos de desenvolvimento cultural, social e económico” – sustentou.
O Presidente registou o importante papel desempenhado pelo grupo de “personalidades de excelência” desta candidatura e adiantou que "em 2027 se assinala o 600.º aniversário da descoberta dos Açores, motivo pelo qual seria muito significativo juntarmos essa celebração ao facto de sermos eleitos Capital Europeia da Cultura".
Agradeceu, penhorado, a todos os intervenientes neste projeto, e em especial ao Diretor Artístico, António Pedro Lopes, com o qual conta naturalmente até ao fim deste projeto.
O Presidente garante que, nesta nova fase, “a confiança mantém-se, mas o nível de responsabilidade agora é maior."
Eram 12 as cidades portuguesas candidatas à segunda fase e “Ponta Delgada conseguiu passar à fase final, ao lado de Aveiro, Braga e Évora, o que muitos nos orgulha”.
