Cristina Canto Tavares vê as IPSS como entidades essenciais à economia solidária
A Vereadora da Câmara Municipal de Ponta Delgada Cristina Canto Tavares defendeu, esta quarta-feira, que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) são agentes determinantes para a consolidação de uma economia solidária, tendo elogiado o programa Ação INOV Açores pelo contributo dado nesse sentido e por se propor a dotar estas organizações de ferramentas inovadoras que apoiem a sua gestão, sustentabilidade e autonomia financeira.
“Constatamos que o programa INOV Açores, ao disseminar o papel da inovação como chave para melhoria dos serviços prestados sociais pelas nossas IPSS, vem trazer o impulso de dotar as organizações com ferramentas que potenciem o seu próprio financiamento de modo a sustentarem a sua ação presente e futura no apoio às populações”, referiu a autarca.
Cristina Canto Tavares falava na sessão de encerramento do programa Ação INOV Açores que teve lugar no Auditório do Centro Natália Correia, em Ponta Delgada, estando subordinada ao tema ‘Despoletar a Inovação nas Organizações Sociais’.
“A economia solidária é condizente com a desejada transição de uma economia linear para uma economia circular, mais sustentável, que, além da óbvia proteção do ambiente, abre às IPSS mais oportunidades de fornecimento de serviços e assim de novos empregos, promovendo a inclusão social que é a sua missão maior”, sustentou a Vereadora, fazendo também questão de indicar às 22 organizações sociais presentes a estratégia da autarquia em curso para alavancar esses mesmos desígnios.
“Aumentámos, em mais do dobro, o valor total do programa de apoio financeiro anual às Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho, passando a disponibilizar uma verba de 520 mil euros em 2023, quando, no ano passado, atribuímos um montante global de 225 mil euros”, começou por sublinhar.
“Já em 2022 a nossa autarquia havia reforçado em 20% o apoio anual concedido a Instituições Particulares de Solidariedade Social, mas entendemos ser necessário ir mais longe. Por isto, em 2023, aumentámos em 131% a dotação orçamental destinada a apoiar as nossas IPSS e decidimos alargar o âmbito e alcance do regulamento, que baseia estes apoios, no sentido de permitir o aumento dos valores e, também, o alargamento das modalidades de apoio disponíveis às Instituições Particulares de Solidariedade Social, bem como o apoio a instituições que, não sendo IPSS, apresentam os mesmos campos de atuação e estatutos equiparados”, especificou a Vereadora com o pelouro da Ação Social.
“Garantir condições de trabalho justas e adequadas a ainda mais organizações com programa e missão social no concelho foi e é o objetivo do aumento dos apoios às organizações. Pretendemos que as nossas IPSS - e, agora, também outras instituições de cariz social possam enfrentar com estabilidade funcional as dificuldades económicas e financeiras que, infelizmente, se têm vindo a acentuar”, salientou Cristina Canto Tavares.
Na ocasião, a Vereadora tornou ainda clara a convicção de que “há uma nova exigência de inovação aliada à sustentabilidade na ação das organizações”, havendo que “garantir consonância com novos fenómenos de pobreza e de exclusão mas, também, a rentabilização dos recursos disponíveis das nossas IPSS”.
A terminar, Cristina Canto Tavares enalteceu o trabalho levado a efeito pelas Instituições Particulares de Solidariedade do concelho de Ponta Delgada e destacou o importante papel que o projeto Ação INOV Açores comporta no que se refere ao desenvolvimento de uma lógica articulada entre estas organizações.
“O programa INOV Açores veio ao encontro desta necessidade de capacitar as nossas IPSS a trabalharem em rede, a tirarem proveito do know-how e das especificidades de ação de cada uma delas, para a aplicação de práticas capazes de dar respostas credíveis, multidisciplinares e sustentáveis às populações. É o que testemunhamos aqui hoje, com orgulho e reconhecimento pelo trabalho das Instituições de Solidariedade Social”, enfatizou.
O programa Ação Inov Açores foi promovido pela TESE em parceria com a URIPSSA, Fundação Ageas, Prolacto e NORSENSUS e contou com o apoio do Programa Cidadão Ativos (gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian e Fundação Bissaya Barreto).
