Câmara Municipal garante a recolha de 600 toneladas de resíduos orgânicos em Ponta Delgada
No ano passado, a Câmara Municipal de Ponta Delgada garantiu a recolha de 600 toneladas de resíduos orgânicos, no âmbito do projeto ‘Recolha de resíduos de cozinha e mesa – orgânicos’, que, através dos seus circuitos, abrange e beneficia atualmente um total de 114 estabelecimentos ligados aos setores da hotelaria, restauração e ensino do concelho, anunciou, esta terça-feira, o Presidente do Município, Pedro Nascimento Cabral.
A informação foi avançada após a inauguração do Centro de Tratamento Biológico de Resíduos da ilha de São Miguel, que teve justamente lugar no Ecoparque da MUSAMI - Operações Municipais do Ambiente EIM SA.
“Em 2022, recolhemos 600 toneladas de resíduos orgânicos junto de cantinas, restaurantes, bares e refeitórios de escolas, num projeto pioneiro em São Miguel”, começou por indicar o Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, congratulando-se com a informação partilhada pelo presidente do Conselho de Administração da MUSAMI, Ricardo Rodrigues, de que o modelo será seguido pelos demais municípios da ilha.
“Temos, por isso, que referir a importância desta central, que está capaz de tratar mais de 12 mil toneladas de matéria orgânica por ano, evitando a deposição em aterro e transformando os resíduos em produtos valorizáveis. Este é um caminho que temos todos de percorrer em defesa de uma economia circular e do futuro do planeta”, acrescentou Pedro Nascimento Cabral, dando nota de que, também por isso, a Câmara Municipal de Ponta Delgada decidiu avançar para “a implementação gradual do modelo de recolha seletiva ‘porta a porta’ e externalizar o serviço de recolha dos resíduos indiferenciados”.
Refira-se que as 600 toneladas recolhidas no âmbito do projeto ‘Recolha de resíduos de cozinha e mesa – orgânicos’ foram entregues à empresa AGRAÇOR para posterior valorização energética e, no início deste ano, a autarquia promoveu já alterações aos circuitos de recolha, evitando a prolongada deposição deste tipo de resíduos nas ruas de Ponta Delgada, após o encerramento dos estabelecimentos.
O projeto é assegurado pela Divisão de Ambiente e Serviços Urbanos da autarquia e garante a recolha de matérias orgânicas como legumes, fruta, carne, peixe, ovos sem casca, pão e bolos, borras de café, mas também de resíduos contaminantes, como, por exemplo, embalagens e recipientes, copos, talheres, pratos, chávenas, papéis impressos, vegetais ou de alumínio, sacos de plástico, caricas e rolhas, beatas, textéis, lâmpadas e cascas de ovos.
Aos aderentes do projeto ‘Recolha de resíduos de cozinha e mesa – orgânicos’ é entregue um contentor específico de cor castanha para a colocação dos resíduos orgânicos. Paralelamente, o município garante ações de formação junto do staff e dos responsáveis do estabelecimento para explicar o funcionamento dos circuitos de recolha bem como o modo de utilização do contentor de resíduos.
Os estabelecimentos abrangidos pelo projeto foram agrupados em quatro circuitos, sendo um diário, dois trissemanais e um ao domingo.
A iniciativa ‘Recolha de resíduos de cozinha e mesa – orgânicos’ decorre em simultâneo com os projetos ‘Agir para Prevenir’ e o de ‘Monitorização de Separação de Resíduos de Embalagem Seletiva’, também eles programas municipais de educação e sensibilização ambiental.
Atualmente, os três projetos ambientais abrangem 170 entidades do concelho, das quais 56 dizem respeito a estabelecimentos de ensino e 114 a estabelecimentos de restauração, cantinas e unidades hoteleiras.
