Câmara de Ponta Delgada aprova Voto de Pesar pelo falecimento do empresário Edgardo Botelho Sousa
A Câmara Municipal de Ponta Delgada aprovou, por unanimidade na reunião ordinária desta semana, um Voto de Pesar pelo recente falecimento do prestante cidadão e dinâmico empresário Edgardo Botelho Sousa, proprietário dos Supermercados Manteiga S.A, proposto pela vereação do PSD, ao qual a vereação do PS se associou.
Edgardo Botelho Sousa faleceu a 17 de março de 2021, no Hospital Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, aos 89 anos de idade. Era proprietário dos Supermercados Manteiga S.A..
Nascido na Fajã de Baixo, em Ponta Delgada, a 28 de outubro de 1931, o presidente do conselho de administração e sócio maioritário dos Supermercados Manteiga S.A. começou o seu percurso profissional na empresa Pereira e Pereira (já extinta), onde trabalhou durante 18 anos.
Em 1961 começou a gerir o então Bazar Manteiga, como ainda hoje é conhecido pelos munícipes mais antigos.
Em 1971 fundou os Supermercados Manteiga S.A., introduzindo localmente um conceito de espaço comercial que era novo no país, e que diversificou com a abertura de várias lojas dedicadas a utilidades domésticas, decoração e mobiliário, a par do Hotel Matriz e de uma empresa de imobiliário.
Edgardo Botelho Sousa era casado com Alice Conceição Jesus da Silva, pai de António Hermínio da Silva Botelho, de Carlos Manuel da Silva Botelho, ambos administradores do grupo comercial, e de Maria Leonor da Silva Botelho, professora do Ensino Secundário, e avô de nove netos e dois bisnetos.
Cidadão ativo e participativo na vida da comunidade, fez parte dos órgãos associativos da União Sportiva e da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada.
Em dezembro de 2020, aos 89 anos de idade, o fundador dos Supermercados Manteiga foi agraciado com o “Prémio Carreira 2019”, pela revista “100 Maiores Empresas dos Açores”, publicada pela empresa de Comunicação Social, Açormedia. Na entrevista à revista sobre o seu percurso profissional revelou: “Trabalhei toda a minha vida e sempre gostei de o fazer, de desenvolver algo que possa ficar para o futuro”.
Com o seu desaparecimento deixa, de facto, um legado para o futuro e uma marca no desenvolvimento económico da cidade e do concelho de Ponta Delgada.
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