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Vereadora da Câmara de Ponta Delgada defende que é dever das instituições não deixar morrer as tradições

Vereadora da Câmara de Ponta Delgada defende que é dever das instituições não deixar morrer as tradições
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02 Novembro 2019

A Vereadora da Cultura da Câmara de Ponta Delgada defendeu, esta quinta-feira, que é dever das instituições não deixar morrer as tradições e, sobretudo, uma "tradição que é tão nossa" como é o caso do "Pão por Deus".
Maria José Lemos Duarte falava em representação do Presidente José Manuel Bolieiro no Convívio do Pão por Deus, que juntou idosos das quatro freguesias citadinas e foi organizado pela Junta de Freguesia de São Pedro.
Na oportunidade, louvou e enalteceu "o esforço conjunto das quatro Juntas de Freguesia da cidade de Ponta Delgada em teimarem comemorar com os seus seniores esta tradição tão portuguesa, tão açoriana, na qual a Câmara Municipal de Ponta Delgada tem o maior gosto em colaborar".
"Deveremos ir mais longe e pensarmos numa forma de também, envolvermos, cada vez mais, os mais novos, para que a tradição não acabe por morrer. Deste modo, as nossas escolas, sobretudo as do 1.º e 2.º ciclos têm um importante papel na preservação desta nossa tradição junto dos mais novos. Serão os mais novos os homens e mulheres do amanhã. Serão eles os responsáveis por transmitirem os nossos usos e tradições aos seus filhos e netos. Serão eles os responsáveis por perpetuarem as nossas tradições" - acentuou.
No entender da Vereadora da Cultura, "é também nosso dever saber valorizar o presente. Hoje, é um dia muito especial, porque estamos juntos a honrar uma tradição muito nossa, o Pão por Deus e, assim, a lembrar os que um dia fizeram parte das nossas vidas, mas, sobretudo a celebrar a vida e a partilha entre todos. Estes são os valores que fundamentam a celebração do Pão por Deus".
Maria José Lemos Duarte disse, ainda, que o dia do Pão por Deus "é um dia especial e de muita alegria e de amor no coração. Para a Câmara Municipal de Ponta Delgada, e certamente para os nossos Presidentes de Junta, é fundamental a celebração de datas como esta, bem como o encontro entre os nossos cidadãos seniores. É nestas alturas que saímos das nossas casas para conviver, aproveitando para criar novas amizades, consolidar outras, e celebrar antigas tradições".
"Não estamos aqui apenas para conviver. Estamos aqui para, reunidos em festa, combater a solidão que, infelizmente, muitas vezes nos bate à porta, seja em que idade for. Estamos aqui para dar continuidade às nossas tradições, porque são os nossos seniores os principais embaixadores da nossa cultura e dos nossos valores no presente e para o futuro. Finalmente, estamos aqui para mostrar, de forma ativa e alegre, que os cidadãos seniores de Ponta Delgada têm muito para dar e ensinar.
Ainda esta quinta-feira, a Vereadora da Cultura foi convidada a proferir uma intervenção sobre o Pão por Deus, no decorrer de uma iniciativa promovida pelo Rotary Club de Ponta Delgada para assinalar a data.
Maria José Lemos Duarte debruçou-se sobre as origens e a história do Pão por Deus: Uma tradição transversal a todo o país.
Também aqui, defendeu a necessidade de se trabalhar no sentido de preservar as tradições. Um trabalho que, na sua opinião, tem de começar pelos mais novos.
Afirmou mesmo que os ATL da responsabilidade da Câmara Municipal de Ponta Delgada "têm tido esta preocupação, comemorando a tradição com os alunos que os frequentam".
No entanto, salientou que "a tradição do peditório (as crianças iam de casa em casa pedir o pão por Deus, na manhã do dia 1 de novembro) está paulatinamente a desaparecer".
Mesmo assim, Maria José Lemos Duarte disse acreditar que a referida tradição "continuará presente por muitos e longos anos" devido a iniciativas como a do Rotary Club De Ponta Delgada e as desenvolvidas pelos ATL municipais, entre outras.
No final da sua intervenção, a Vereadora deixou uma pequena lembrança a todos os presentes: um marcador de livros alusivo à tradição do Pão por Deus, cujo fundo representa o saquinho de pano, feito de retalhos de tecidos, tendo numa das faces uma quadra alusiva e noutra a receita da caspíada (bolo tradicional da época).